quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Impressão 3D de Materiais, a saída para a dependência das commodities.



Uma nova tecnologia capaz de imprimir peças, partes e até alguns produtos acabados, pode revolucionar as relações comerciais entre as nações.

Essa tecnologia que possibilita a impressão de partes produzidas dos mais diversos materiais inclusive de metais pesados, pode transformar o sistema produtivo em países exportadores de matérias primas.

Países detentores de matérias primas como minerais e petróleo que hoje exportam suas mercadorias brutas para serem transformadas em países que possuem maior tecnologia no processamento, e montadas em países com mão de obra mais barata ou mais qualificada, terão a oportunidade de "encurtar" a cadeia produtiva transformando a matéria prima em material acabado.

Além da redução óbvia de custo em função da diminuição de transportes e etapas de transformação, a tecnologia ainda permite a construção de peças mais eficientes e mais leves (como mostra a reportagem "Printing Parts" de Setembro/Outubro da revista Technology Review).
http://www.technologyreview.com/energy/38352/

Países como o Brasil deveriam investir de maneira intensiva em criar polos de transformação das suas matérias primas em partes e peças de alto valor agregado, mudando a dinâmica do mercado e a sua dependência de commodities.

terça-feira, 12 de julho de 2011

Prius Flex, o Deloream do Filme "De volta ao Presente"

Desde que conheci a tecnologia aplicada ao Prius da Toyota fiquei fascinado com a ideia.

Para nós leigos, funciona assim:
o Prius foi essencialmente desenvolvido para fazer melhor uso da energia. Pode circular mais de 1000 km com um único depósito de combustível. Pode trabalhar apenas com recurso do motor elétrico desde que a velocidade não ultrapasse os 45 Km/h e a bateria esteja carregada, ou pode trabalhar apenas com o motor a gasolina, neste caso, fornecendo energia à bateria. E ainda, podem estar os dois a trabalhar em conjunto recorrendo à energia do motor de combustão e dando carga na bateria para impulsionar o motor elétrico. Quando se tira o pé do acelerador ou se freia, a energia desenvolvida é aproveitada pelo motor elétrico (agora funcionando como gerador) e transformada em energia elétrica para carregamento da bateria.

Caso fosse aplicada a tecnologia flex a esse modelo, poderíamos reduzir drasticamente o consumo de gasolina, especialmente em momentos de alta dos preços do petróleo, e o mesmo seria valido para momentos de alta nos preços do álcool, dando opções ao consumidor e estimulando o consumo de carros que tem pelo menos parte de sua matriz elétrica. O melhor de tudo, sem necessitar ligar na tomada, o que em países como EUA e China (que tem grande dependência da energia de usinas de carvão), poderia significar um estrago ainda maior para o meio ambiente.

O caminho para um mundo onde tenhamos soluções mais inteligentes ecologicamente para nossos netos, passa NECESSARIAMENTE por soluções que otimizem o BOLSO do consumidor. O discurso ecológico quando usado de maneira puramente filosófica não leva a lugar nenhum.

No filme De Volta para o Futuro II o Delorean (carro que viajava no tempo) teve sua versão plutônio do primeiro filme substituída por uma máquina de reciclagem que transformava qualquer lixo em energia para a propulsão.

A redução de dependência de combustíveis fósseis passa sem dúvida pela ampliação das opções de combustíveis para um mesmo carro, e não uma única matriz energética mágica. Os carros multi combustíveis deveriam ser incentivados, mas o Prius Flex já seria um passo no caminho ao Delorean.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Ociosidade Inflacionaria

Os dois maiores entraves ao crescimento do Brasil, como vem sendo amplamente discutido em diversos meios de comunicação, são a infra-estrutura e a carga tributaria. Ate aqui nenhuma novidade. A "novidade" para qual gostaria de chamar a atenção e que a maioria dos comentaristas não tem dado muita importância diz respeito ao impacto inflacionário desses dois problemas.

Vamos começar pela carga tributaria: não apenas o altíssimo percentual cobrado da cadeia produtiva, mas a forma como ele e cobrado, inibem o setor produtivo em deixar uma parte da sua estrutura ociosa (improdutiva temporariamente) para momentos de maior demanda. Medidas como a substituição tributaria apesar de reduzirem a sonegação, estrangulam a capacidade de aumento de estoques. Essas medidas limitam o poder de redução de preços por parte das empresas numa eventual necessidade de desova de estoques obsoletos, fazendo com que as mesmas trabalhem mais próximas ao Just in time.

A enorme incidência de encargos trabalhistas diminui a velocidade de contratação. Tudo isso torna a improdutividade muito cara para as empresas, forçando-as a trabalhar com o mínimo de ociosidade possível de pessoal e de estoques, ambos os recursos necessários para atender a demanda quando essa aumenta.

A infra-estrutura, por sua vez, tem um papel ainda mais agravante nessa equação: com todo o "peso" gerado pelos tributos, o payback de uma ampliação de fabrica, a abertura de uma nova loja, ou mesmo a ampliação de um restaurante, tem que ser muito rápido para se justificar.

Com baixa ociosidade e a necessidade de um investimento alto, muitas vezes torna-se mais interessante para a empresa subir preços do que investir para aumentar a sua capacidade produtiva.

Quando esse problema e sistêmico, como e o caso, todas as vezes que temos um aumento da demanda, o estimulo que as empresas recebem e o de aumentar os preços e não sua capacidade produtiva.

Se não forem feitas reformas nesse sentido continuaremos direcionando as empresas para uma produtividade inflacionaria, que só poderá ser freada com a parada do crescimento, ou pior, teremos a retomada do espiral inflacionário.


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domingo, 13 de junho de 2010

Futebol "americano"

Tive a oportunidade de acompanhar o inicio da Copa da África nos EUA e tenho que admitir que o destaque dado ao futebol (ou soccer como eles chamam por aqui) realmente me surpreendeu.
Primeiro pela cobertura completa da ESPN (alem dos canais latinos)
Segundo, a cobertura da mídia em geral. Assisti a uma entrevista de 30 minutos na CSPAN (canal especializado em política e economia) a respeito de um livro que narra o quanto o futebol explica o mundo.
Terceiro, e não menos expressivo, fui a um bar assistir EUA X Inglaterra e tenho que admitir que o clima não foi muito diferente de um jogo do Brasil no Brasil. Nesse mesmo bar assisti a final da MLB onde os Yankees foram campeões e não percebi a mesma atmosfera naquela ocasião.
Quando morei em Chicago, conversando com um americano fanático por esportes (inclusive soccer) perguntei a ele por que ele achava que o esporte não decolava nos EUA, e ele me disse que para a cultura americana era difícil se satisfazer com um jogo que acabava empatado, pior ainda, poderia acabar sem gols. Tenho que admitir que o 0X0 sempre me incomodou por me passar uma sensação que perdi meu tempo. O empate em gols muitas vezes reflete um jogo coberto de emoções, mas o 0X0 mata!
Ao longo dos anos vem se investindo milhões no desenvolvimento das bolas deixando-as mais leves para deixar o jogo mais agressivo, com muito pouca efetividade.
Então aí vai uma sugestão para a FIFA: Jogo terminado em 0X0 deveria acarretar 0 pontos para ambos os times, da mesma forma que a derrota. Com isso teríamos um estimulo a competitividade (a custo zero) e ainda ajudaríamos mais o esporte a se desenvolver num importante mercado como o americano.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Palm Tablet a Smart(not phone) decision

Talvez a Palm devesse parar de brigar pelo mercado de smartphones(corrida perdida) e atacar o mercado de e-readers com a possibilidade de lançamento(input) de dados no modelo do antigo palm.

Com isso teriamos livros/revistas/jornais e cadernos em um unico aparelho.

Ainda hoje existe um público consumidor que ficou "viúvo" das utilidades do antigo palm e a onda dos tablets seria uma ótima oportunidade para resgatá-los.

International Credit Score no PayPal

Moro nos EUA ha cerca de 3 anos e tive um duro aprendizado logo no início: FALTA DE CREDITO!

Os EUA assim como outros paises desenvolvidos, trabalham com um sistema de credito que leva em consideração o histórico credor de uma pessoa, somando pontos para pagamentos em dia e deduzindo pontos para atrasos ou inadimplência.

No caso de pessoas expatriadas, uma parte difícil da adaptação a esses países ocorre pela falta de histórico. O seu inicial é igual ao de alguém que tem um péssimo histórico de crédito, ou seja, não se tem crédito nenhum!

Não interessa quanto a pessoa ganhe ou quanto tenha na conta, se não tem histórico como "bom devedor", não tem crédito.

O processo para a conquista desse crédito é lento e inicialmente caro; é necessário fazer cartões de crédito com depósito de segurança e muitos serviços vão exigir depósitos de segurança. Somente depois de 1 a 2 anos com um histórico de pagamento perfeito, você passa a ser tratado como um bom credor.

Como todo problema, abre-se uma porta para a oportunidade. Os sites de pagamento como Pay Pal por exemplo, poderiam criar um serviço de credit score internacional, funcionando da seguinte maneira:

As pessoas poderiam abrir uma conta no Pay Pal com o equivalente a um registro único internacional(como um CPF ou Social Security), com o histórico gerado no país de origem ou em qualquer país poderia ser definido o perfil e o score das pessoas conforme sua utilização e pagamentos em dia, criando assim, um credit score internacional.

Como as pessoas só ampliariam seu score com o máximo de utilização, seria um serviço que se estimularia por si só.

O mercado foco para esse tipo de serviço seria o de executivos com potencial de expatriação, via de regra, um público com baixo nível de inadimplência e excelente perfil de gasto.

Redução de Desperdício / Propensão Marginal a Consumir = Crescimento Sustentável.

Desde o sua criação o povo brasileiro vem colhendo os frutos que o Bolsa Família gerou no consumo e na redistribuição de renda no País.

A mesma solução para a redução da desigualdade social pode ser potencializada para garantir o desenvolvimento sustentável e a redução do consumo de energia.

Soluções de energia renovável podem ser subsidiadas para as populações carentes pelos governos para promover o mesmo efeito na renda, porém através da redução do gasto com água e energia.

As "bolsas" (Família, Celular, etc..) são assistencialistas (dão o peixe, mas não ensinam a pescar), de fato estimulam o consumo direto em função da alta propensão marginal a consumir das populações mais carentes, porém, não garantem um consumo responsável e aumentam o déficit fiscal de uma maneira que comprometem a sua manutenção futura.

Se ao invés disso, o governo investisse em gerar soluções sustentáveis para essa população fazendo com que os mesmos pudessem economizar, teríamos o mesmo efeito das bolsas assistencialistas, na propensão marginal a consumir, e conseqüentemente na renda. Uma forma de fazer isso seria através da construção de casas populares com mecanismos de aproveitamento de recursos gerando um consumo responsável. Com isso além do ganho de renda e conseqüente impostos, o governo estaria economizando um gasto futuro tanto na expansão de infra-estrutura como no tratamento do meio ambiente.

Ex: Instalação de soluções de energia sustentável (Solar ou Eólica) em casas populares. Com custo zero ou quase zero em energia elétrica, essas populações teriam como direcionar uma maior parte do seu orçamento ao consumo ou ao próprio desenvolvimento, gerando um ciclo produtivo positivo e auto-sustentável. O efeito na renda e no consumo voltaria na forma de impostos e o governo reduziria a necessidade futura de investimentos em infra-estrutura.
Outra forma de economizar recursos e conseqüentemente dinheiro para essas populações seria através da construção de tanques de aproveitamento de água (nessas mesmas casas populares), medida essa que teria o mesmo efeito renda e na infra-estrutura citados no exemplo anterior.

Uma terceira forma de reduzir o desperdício de recursos para populações mais pobres está na disponibilização de melhores opções de transporte.

Uma vez que a populações de baixa renda reduzirem a participação dos gastos com energia elétrica, água ou gasolina no seu orçamento doméstico, uma parte ainda maior da sua renda será revertida ao consumo, gerando assim um fluxo contínuo de crescimento sustentável.

Essa abordagem deveria ser trabalhada por empresas detentoras de tecnologias de aproveitamento de água e energia junto aos governos, com o objetivo de tornar esse ganho possível para suas empresas, para os governos, para as populações carentes e para as próximas gerações.